Terça-Feira, 07 de Fevereiro de 2012







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Navegando por Londres
É cada vez maior o número de londrinos que usam embarcações para ir ao trabalho ou circular pela cidade
Por Rafael Pieroni
A história de Londres está diretamente ligada ao rio Tamisa. Invasores alcançaram a cidade pelo rio há mais de dois mil anos, moradores se abrigaram no leito do Tamisa durante o Grande Incêndio no século 17 e até uma baleia ficou encalhada por lá há alguns anos, só para citar alguns exemplos. Mas com a correria do dia-a-dia, a maioria dos moradores da capital londrina certamente não dá a atenção devida ao famoso rio.

Há, porém, milhares de pessoas que fazem parte de uma exceção. Circular a caminho do trabalho ou simplesmente entre diferentes regiões da cidade pode ser bem fácil e confortável dentro de um barco. Grande parte das jornadas são feitas sem o tumulto ou o empurra-empurra característicos dos ônibus, trens e metrôs. Além disso, quem decide usar o barco como meio de locomoção pode apreciar belas paisagens que não podem ser vistas se você está circulando de metrô, por exemplo.

Giulio Ribeiro mora próximo a Canary Wharf e trabalha nos arredores do Parlamento. A opção mais óbvia de transporte para ele seria pegar a Jubilee Line. E era isso que Giulio fazia todos os dias, quando viajava prensado entre dezenas de outros passageiros dentro dos vagões do metrô. Mas depois que ele descobriu que existe uma rota marítima ligando o bairro onde mora até Waterloo, não pensou duas vezes.

“Demoro dez minutos a mais do que se fosse de metrô, mas ter um lugar para sentar e não se sentir abafado compensa. Não me importo nem um pouco de sair mais cedo de casa”, garante.

Opções de rota
Ligando o leste ao centro de Londres existem doze diferentes paradas. Os horários ainda são regulados pela frequência dos passageiros, mas em geral há barcos saindo a cada 20 minutos. Woolwich Arsenal é ponto final no lado leste da cidade e Waterloo é a última parada no centro de Londres. No lado oeste existe um serviço menos extenso, mas que também está interligado com o centro. São apenas seis paradas entre Putney Pier e Blackfriars, com saídas a cada 30 minutos, em média.

Para quem quer fazer o percurso como forma de lazer, durante os fins de semana há o mesmo serviço, mas com horários diferentes. Uma opção pode ser estender o passeio até Hampton Court, no extremo oeste da cidade, com paradas em Kew Gardens e Richmond. São cerca de duas horas de passeio, uma oportunidade e tanto de apreciar a paisagem londrina.
Por enquanto, o Oyster card ainda não está interligado ao sistema, mas a Transport for London, que administra o transporte da cidade, informa em seu site que os portadores de travel card têm 33% de desconto na maioria das rotas. As tarifas são calculadas de acordo com o trajeto a ser percorrido, podendo variar de £2.50 a £6.50.

Mais informações no site www.tfl.gov.uk.
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