O Ministro britânico dos Negócios, Dr. Vince Cable, liderou uma delegação de mais de 25 companhias britânicas ao Brasil em setembro, na primeira visita ministerial entre os países desde as eleições britânicas em maio. Com as apostas apontando para o Brasil como a quarta economia do mundo em 2050, a visita é a segunda tentativa do atual governo britânico de coalizão de firmar parcerias com países que terão um papel estratégico no século XXI. A primeira delas foi a visita do primeiro ministro David Cameron à Índia, em julho.
Dr. Cable vai se reunir com empresários e representantes do governo brasileiro e com o Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, a fim de estreitar relações entre os dois países. O Ministro britânico também pretende explorar outras parcerias potenciais em áreas estratégicas, desde uma troca de informações que possa contribuir para o sucesso das Olimpíadas de 2012 em Londres e de 2016, no Rio, até o incentivo à cooperação mútua em setores tais como defesa, segurança, energia e engenharia de ponta.
“O Brasil é oitava economia do mundo, contabiliza mais da metade do produto interno bruto da América do Sul. Estou entusiasmado por constatar que as exportações ao Brasil mais do que dobraram desde 2004, atingindo £1,7 bilhões (R$ 4,6 bilhões) em 2009, mesmo em tempos de recessão. Está evidente que existe um potencial muito grande ainda inexplorado na relação comercial entre os dois países e que o Reino Unido pode desempenhar um papel importante no aumento da internacionalização de companhias brasileiras", comentou Cable.
Economia cresce
A economia britânica cresceu mais do que o inicialmente previsto no segundo trimestre de 2010, segundo dados divulgados pelo governo no final de agosto, informou a BBC. A economia registrou crescimento de 1,2% no período, o ritmo mais acelerado de expansão em três meses desde o primeiro trimestre de 2001. O Escritório de Estatísticas Nacionais (ONS, na sigla em inglês) previa um crescimento de 1,1%. O setor que puxou o crescimento no trimestre para cima foi a construção civil, com aumento de 8,5%.