Sexta-Feira, 18 de Maio de 2012







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Ele tem X Factor!
Em entrevista exclusiva à Real, Wagner Carrilho fala sobre os bastidores do programa de calouros mais famoso da TV britânica, da fama e do sonho realizado de viver de música
Bete Kiskissian
Maio 2011

Quem não se lembra de Wagner? Ele foi uma das figuras mais marcantes e polêmicas do famoso programa de calouros britânico X Factor 2010. Com um visual único, uma presença de palco inusitada e um repertório para lá de controverso, Wagner Fiuza Lima Carrilho, 55 anos, para surpresa de muitos, e até dele mesmo, se manteve firme no programa durante oito semanas e atraiu uma legião de fãs.
Apesar das duras críticas dos jurados do X Factor e dos ataques dos tablóides britânicos, o professor de Educação Física e karatê, paraibano de nascimento e carioca de coração, não abandonou a batalha e hoje tem colhido os frutos de sua aparição na telinha britânica.
Num papo franco com a Real, Wagner conta as lutas que enfrentou em seus 19 anos no Reino Unido, como chegou ao X Factor e driblou as duras críticas e, sobretudo, porque vale a pena acreditar nos sonhos.

Real - Como surgiu o seu interesse pela carreira musical?
Wagner - Eu sempre gostei de cantar, mas no Rio se você não tem fama, você ganha uma miséria para cantar. Além disso, é uma grande dificuldade encontrar músicos que querem seguir um cantor sem fama. Como eu dava aulas de Educação Física em escolas durante o dia, e karatê à noite, eu cantava apenas por prazer. Não via a possibilidade de me tornar um cantor profissional no Brasil. Quando vim para a Inglaterra, reparei que os cantores de pub não têm palco, eles se espremem num canto do pub e ganham às vezes apenas 30, 100 e até 150 libras, não mais do que isso. Sendo assim pensei: 'eu não vou cantar aqui também, é melhor trabalhar durante o dia.' Mas não quis desistir porque a música está no meu sangue. Meu pai, Pascoal Carrilho, era chamado de Príncipe dos Auditórios, uma vez que foi o pioneiro como cantor na Rádio Tabajara antes da TV ser o maior veículo de comunicação no país. Papai fazia shows no Teatro Santa Rosa de João Pessoa (PB), onde quem podia pagar ia lá assisti-lo e quem não podia, ouvia-o pelo rádio. Além disso, meu bisavô era maestro de orquestras e todos os meus primos são músicos. Eu sempre gostei de cantar, mas achava que ser cantor no Brasil era uma dificuldade danada, aí vim para a Inglaterra e constatei que aqui acontece o mesmo.

Real - Foi a música então que o trouxe ao Reino Unido?
Wagner - Como nasci em 1956 e os Beatles e os Rolling Stones surgiram nos anos 60 e eu sempre gostei deles desde pequenininho, isso me influenciou sim, mas... ah, na verdade sempre quis vir para a Inglaterra. Cheguei aqui em 1992.

Real - Quais foram os seus primeiros empregos em terras britânicas?
Wagner - Trabalhei como instrutor de academia, depois virei gerente de academia, e mais tarde vendedor de double glazing, o que se pagava uma fortuna na época, mas só quem era do meio sabia disso. Eu era funcionário de uma firma nacional que pagava muito bem. As vendas me ajudaram muito a desenvolver o meu vocabulário e melhorar o meu inglês. Depois de um tempo, comecei a trabalhar em escolas como professor e, a partir daí montei a minha academia de karatê.

Real - Se você era dono de escola de karatê, como explica os comentários na época do X Factor a respeito de você viver de benefícios?
Wagner - Quando você é jogador de futebol acaba tendo um problema no joelho, quando é tenista, no cotovelo; e eu como professor de karatê, adquiri um (problema) nos ombros. Me submeti a minha primeira cirurgia em 2008 e assim fiquei vivendo de benefícios do governo a partir desta data. Nessa época, ao mesmo tempo me separei da minha esposa e mãe do meu filho. Fiquei sozinho vivendo de benefícios depois de ter morado numa casa bonita com três quartos. Eu não quis pedir a minha parte na casa, achava que a minha esposa não ia ter o dinheiro para me pagar, aí acabei indo morar num bangalô do council. Entre 2008 e 2010 me submeti a três cirurgias nos ombros, o que quer dizer que o braço esquerdo ficou na tipoia duas vezes e o direito uma, durante seis semanas e mais um tempo de fisioterapia. Por causa disso não tive mais como dar aulas, fechei a minha academia e fiquei só nos benefícios. Eu que sempre tive Jaguar, cheguei uma vez a ter um Porsche dourado, de repente me vejo andando quilômetros na chuva para economizar o dinheiro do ônibus, indo ao supermercado depois das 7 da noite para comprar comida mais barata e voltar embaixo de chuva com as sacolas de plástico cortando os dedos. E, foi diante de tudo isso que eu pensei: 'se a vida inteira eu não cantei porque eu tinha que trabalhar, agora que eu não posso trabalhar, eu vou cantar.' A partir daí, fiz um ensaio com um pianista, montei um repertório dos três tenores, inclui algumas músicas em inglês que eu gostava, fiz seis shows em pubs e disse: 'isso não é para mim não, cantar espremido num canto, sem um palco, carregando equipamento e ganhando pouco dinheiro, eu vou no X Factor, porque lá eu chego a algum lugar, não sei aonde, mas em algum lugar eu chego.'

Real - O que aconteceu quando você se apresentou no X Factor pela primeira vez?
Wagner - Eu cantei "O Sole Mio" e ganhei sim dos quatro jurados. A partir daí eu fui para o Boot Camp (lugar onde os participantes aprovados passam por uma repescagem para ver quem vai fazer uma audição na Casa dos Jurados e depois ser escolhido para os shows ao vivo). Lá no Boot Camp todos os candidatos tiveram que cantar "Poker Face", da Lady Gaga, e eu fiz um blues da música. Os jurados gostaram e depois eu cantei "Footprints in the Sand", da Leona Lewis. Quando terminei, o Dermont, apresentador do programa, disse: 'Wagner, você fez a Nicole Scherzinger (uma das juradas) chorar, o que você tem a dizer sobre isso?' Eu disse: 'ela chorou?' Porque com a luzes eu não vi e isso nunca foi mostrado na TV.

Real - Como era feita a escolha do repertório?
Wagner - As únicas canções que eu escolhi foram "O Sole Mio" e "Footprints in the Sand", todas as outras foram impostas a mim. Eu só sabia dois dias antes do show ao vivo que música eu ia cantar. Eram somente dois dias para aprender a letra para cantar na frente de um milhão de pessoas. Depois que sai do Boot Camp, fui para a casa dos jurados, no meu caso a do Louis Walsh, que era meu mentor, onde cantei "You Got the Love" e não fui selecionado. Mas este ano eles tiveram aquele negócio de wild card (onde um candidato a mais de cada categoria teve a chance de ser escolhido para se apresentar nos shows ao vivo). De repente já podia estar tudo premeditado antes, porque o show é altamente organizado e quem sabe eu não teria nem passado pela repescagem, talvez o plano era esse, não sei... Mas eles sabiam que eu gostava de cantar músicas bonitas, mas quando o Louis me disse que eu ia cantar "She Bangs/Love Shack", eu disse: 'ok?!'

Real - Você gostou quando soube que o Louis seria o seu mentor?
Wagner - Outra pergunta... O Louis é mentor mesmo ou tem alguém encarregado de organizar os repertórios e os esteriótipos? Eu não sei, mas gosto do Louis, ele é engraçado.

Real - Mas você preferia que o seu mentor tivesse sido outro, como o Simon Cowell, por exemplo?
Wagner - Eu acho que eu preferia o Simon sim. Eu gosto dele porque uma coisa ele tem em comum comigo. Quando eu chego no estúdio converso com os faxineiros, o pessoal da cozinha, o pessoal que arma o palco, os motoristas de ônibus, caminhão, e o Simon é assim também, ele conversa com todo mundo. Ele é super legal.

Real - Como era a maratona musical?
Wagner - Na segunda-feira eles te davam a música, estabeleciam o tom, mas tudo numa pressa danada. Às vezes eu não cantava tão bem porque a música não era no meu tom. Mas de repente na terça ou quarta, eles mudavam a canção e não dava tempo de ensaiar durante a semana, porque tínhamos que filmar aqui e ali, ir a vários eventos, etc. Na quarta, nós ensaiávamos na academia sem cantar praticamente, apenas íamos até lá para entender qual seria a coreografia, e na quinta a gente cantava, mas quando chegava nesse dia eu nunca sabia a letra. Eu só aprendia a canção no último minuto, atrás do palco eu ainda estava com a letra tentando aprender, porque eram músicas que eu nunca tinha prestado atenção, porque não gostava delas.

Real - Você acha que eles davam preferência para outros candidatos? Tinha tratamento diferenciado?
Wagner - Bom, qualquer um pode observar a verdade porque não se pode esconder o sol com a peneira. Eles sabiam que o que eu gostava de cantar eram músicas bonitas, as quais eu podia mostrar a minha voz. No entanto, eu tinha canções faladas, com letras tão rápidas que às vezes eu errava na nota porque estava preocupado em não esquecer a danada da letra. Enquanto outros candidatos cantavam canções lentas, eu tinha que cantar músicas rápidas que não mostravam a minha voz. Eu pensava: 'espera aí, isso é que nem carioca querer fazer desafio repentista na Paraíba, não dá!' Porém, Deus sempre me dava forças e eu conseguia chegar até o final da apresentação. Eu acho que como todos os outros eram nativos e tinham canções mais lentas, e eu tinha canções tão rápidas, eu tive um trabalho duro pela frente.

Real - Você acha que foi discriminado de alguma forma, por causa do sotaque, por exemplo?
Wagner - A Dannii Minogue, na primeira vez que eu cantei, disse que não entendeu nada que eu havia cantado. Eu disse a ela: 'me perdoa, mas eu não tenho como esconder o meu sotaque.' Mas mesmo assim eu não diria que fui discriminado pelos jurados e pelos outros candidatos, especialmente na Tour do X Factor. Nós fizemos 57 shows pelo Reino Unido e eu me apaixonei por todos os funcionários, as moças, as senhoras e os rapazes que passaram pelo meu caminho. Foi uma experiência maravilhosa. Eu acho que a discriminação veio mesmo dos tablóides ingleses. Eles me chamavam 'The Brazilian', mas não me chamariam the 'Black Man' ou 'The Muslim'. Como na legislação não existe nada que diz que não se pode chamar o cara de 'The Brazilian', então eles abusaram disso. Eles nunca me chamaram de 'British Brazilian'. Além disso, eles inventaram que eu entrei no quarto da Mary quando ela estava nua e me recusei a sair. O que mais? Ah, eu nunca fui expulso da casa...

Real - Você pediu para sair?
Wagner - Sim, porque aquilo era um pesadelo. Tinha um monte de gente e quatro banheiros, imagina a desgraça (risos) e a imundície na cozinha. 'Ah, tá sujo, não fui eu que sujei,' então suja mais um pouco. Eu pedi para ir para um hotel porque eu não aguentava mais ficar naquela casa, e foi ótimo. E a imprensa inglesa disse que eu fui expulso!

Real - E o rumor de que você dormiu com a canditada Chloe Máfia, é ou não verdadeiro?
Wagner - Não, de forma alguma. Nunca, jamais.

Real - E o de que você usa drogas?
Wagner - Eu acho que a gente vive num mundo um pouco hipócrita. Arnold Schwarzenegger liberou a maconha na Califórnia e os impostos da sua venda pagaram a divida do país, na Holanda a maconha é livre. Dessa forma lá não tem guerra de polícia e bandido como no Rio. A maconha sempre foi vista de forma negativa, mas eu não conheço nenhum cantor, músico ou surfista que não fume maconha. Ela tem um sabor muito gostoso, mas eu sou contra cocaína, pílulas, heroína e beber demais eu também acho horrível.

Real - E aquele pequeno incidente ao vivo que aconteceu entre você e a Cheryl Cole (cantora e uma das juradas do programa)?
Wagner - Haviam alguns repórteres que se aproximavam de mim fingindo ser fãs e um deles me perguntou o que eu achava da Cheryl. Eu disse que ela é uma moça muito bonita, talentosa, que saiu de um council estate, tipo uma rosa que nasce na favela, e o cara deturpou tudo. Ele escreveu que eu a havia chamado de chav (esteriótipo de adolescente agressiva de baixa classe social), e que ela havia tido sorte em se dar bem no show business. Disse isso porque é tão difícil, eu também tive sorte. O fato dela ter reclamado em frente às câmeras fez com que muita gente achasse que não ficou bem para ela. Mas eu entendo, ela disse o que disse porque achou que o que o repórter havia escrito, era o que eu havia dito a ele, o que não era verdade.

Real - O que você acha da Cheryl como cantora?
Wagner - Eu acho que ela é belíssima, ela tem uma combinação de cor de cabelo, pele e olhos que...

Real - E como profissional?
Wagner - Eu vi uma performance dela e achei fantástica. Ela é tão bonitinha, ela canta direitinho e é muito linda.

Real - No programa, apesar das críticas, você estava sempre sorrindo. Isso irritou alguns, mas também atraiu uma legião de fãs. Essa foi a maneira que você escolheu para driblar a situação ou você é desse jeito mesmo?
Wagner - Quando eu estou no palco eu sou o homem mais feliz do mundo. Eu adoro pegar onda no mar, principalmente no Nordeste, onde a água é morna, mas eu acho que eu sou mais feliz ainda no palco. Então, quando eu termino uma canção, eu estou tão feliz quanto um motociclista que chega ao seu destino sem ter caído. E eu sorria de felicidade de ter acabado a música. Quanto ao comentário dos jurados, eu sabia que aquilo era um script e que eles jamais iriam me fazer muitos elogios... mas é engraçado como isso mudou, porque quando eu cantei "She Bangs" e "Love Shaka", o Simon disse que eu era o preferido dele, mas depois daquilo (risos), eles começaram a me criticar. Eu achava graça porque eles me escolheram para ser esse tipo maluco e haviam coisas que eu até inventava e fazia coisas mais malucas ainda. Na minha vida normal eu posso ser mal humorado, mas quando estou no palco sou uma outra pessoa, ou talvez quando estou no palco eu sou eu, e quando não estou lá, sou uma sombra de quem sou.

Real - As críticas chegaram a te incomodar alguma vez, a ponto de você não querer entrar no palco?
Wagner - Não, não, minha atitude sempre foi: sai da minha frente que eu quero passar, abre a porta que eu quero o palco, me dá o palco!

Real - Você acha que foi essa atitude que lhe rendeu muitos fãs?
Wagner - Eu não sei o que me trouxe tantos fãs... porque se você for no Youtube você vai ver Wagner em Liverpool, Wagner aqui e acolá... eu fiz tantos shows, as pessoas me adoram, é incrível. Acho que as pessoas gostaram de mim em primeiro lugar porque todo mundo morria de medo dos jurados, mas eu não, porque como meu pai era uma celebridade, eu cresci com muitos músicos e pessoas famosas à minha volta. Em segundo lugar porque eu sempre deixei claro que para mim era importante participar e ser visto, não vencer. Enquanto todo mundo chorou quando saiu do programa, eu fiquei muito alegre quando isso aconteceu comigo, pois estava cansado daquela rotina. Eu já estava lá há oito semanas, numa escravidão que ia das 7 da manhã à 1 da madrugada. O dia inteiro trabalhando, filma isso, filma aquilo... Vencer não é importante, se eles quisessem que eu ganhasse, eles teriam me dado canções bonitas. Eu estava ali para atrair a audiência e o que eu tinha que fazer eu já tinha feito. Além disso, eu sempre tive uma atitude de samurai por causa da minha educação católica e japonesa (risos). Como sempre treinei judô e karatê, a filosofia japonesa ajuda. O samurai quando vai lutar tem que estar sempre preparado para a morte, e eu estava sempre preparado para ir embora no domingo. Sendo assim, eu nunca estava nervoso. E no dia que eu deixei o programa, mantive a mesma atitude, não chorei e saí feliz.

Real - Existe alguma armação? Eles sabem quem vai ganhar?
Wagner - Eu deixo para vocês concluírem. Ao observar os comentários dos jurados e a seleção de músicas, você vê que o show é uma máquina de fazer dinheiro, então tudo é muito organizado, planejado, e sem dúvida é a Hollywood da música britânica no momento.

Real - Você acha que se eles tivessem lhe dado um repertório mais condizente com a sua voz, você poderia ter ganhado a competição?
Wagner – Olha, Stalin disse: 'não é o povo quem decide quem ganha as eleições, mas os que contam os votos.'

Real - Você acha que seria inviável para os produtores do X Factor que um brasileiro ganhasse uma competição de música em um programa inglês?
Wagner - Se eu dissesse algo, seria uma suposição. A única coisa que eu posso dizer é que a minha popularidade é imensa, e que meus fãs vão desde crianças pequenas a aposentados. Enquanto que o One Direction atrai apenas adolescentes.

Real - Isso quer dizer que o programa abriu muitas portas para você?
Wagner - Claro, eu tenho trabalhado muito. Acabei de voltar da Tour do X Factor, onde fizemos 57 shows ao redor do Reino Unido. Quando terminou eu passei quatro dias em casa, depois fui para a Escócia, de lá para a Itália, quando desci no aeroporto o motorista estava me esperando para me levar para Norwich. Já tenho mais 50 shows agendados para esse ano.

Real - Você já pode dizer que está vivendo da música?
Wagner - Ah sim, desde que eu saí do show em dezembro, o dinheiro que eu fiz levaria anos para fazer com um trabalho normal e eu tenho muito trabalho pela frente. Eu não sei quanto tempo isso vai durar, porque nós vivemos em um mundo descartável. Você joga fora a TV, o celular e também se joga fora artistas.

Real - Você disse que as músicas que cantava no X Factor não eram do seu agrado. Quais são, de fato, as suas influências musicais?
Wagner - Gregório Barros, Vicente Celestino, Chico Buarque, Caetano, Sinatra, Beatles, Rolling Stones, Luciano Pavarotti, Plácido Domingo, entre muitos outros.

Real - Qual é o repertório do seus shows?
Wagner - Canto ópera, lambada, músicas como "To Make You Feel My Love", "Unforgetable", algumas do Rolling Stones, entre outras.

Real - E o reconhecimento do público nas ruas, continua sendo grande?
Wagner - Com certeza. Para sair na rua tenho que colocar um gorro, óculos escuros e cobrir o bigode. A minha popularidade é imensa.

Real - E o coração do Wagner, como está? Algum romance novo?
Wagner - Neste momento eu estou me divorciando da minha esposa e estou lutando para ver meu filho. No entanto, eu tenho muitas amigas que gostam de mim, que tomam conta de mim...

Real - O que faz nas horas de folga?
Wagner - Treino karatê, malho ferro e corro.

Real - Quais os planos para o futuro, há contrato com alguma gravadora?
Wagner - Ainda não, porque o X Factor não me estabeleceu um estilo, então o trabalho que eu estou fazendo agora é tentar estabelecer o meu estilo, e assim gravar um single.

Real - Você tem planos de se apresentar no Brasil?
Wagner - Tenho tanto trabalho aqui que nem sei por onde começar . Eu sou conhecido aqui, não sei se seria sensato fazer algo lá. Por exemplo: a Adele é conhecida no Brasil, mas o Roberto Carlos não é aqui.

Real - Que mensagem deixaria para quem também sonha em ingressar na carreira artística?
Wagner - Se alguém é ateu e se esquece que o universo funciona como um relógio perfeito, e não se encontra um relógio perfeito por acaso, então existe um Deus. Se você se ligar nele tudo de bom acontece, mas se se desligar dele irá abrir a porta para tudo de ruim começar a entrar na sua vida. Nunca é tarde para recomeçar, eu estou engatinhando como um bebê no show business aos 55 anos. Acredite no que você quer e lute mesmo que leve a vida inteira. Eu sempre quis cantar, mas não por mixaria e escondido num buraco. Esperei 54 anos e aconteceu! Nunca desista do que quer!


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