A mais tradicional seleção africana em Copas, Camarões chega ao seu sexto Mundial tentando repetir a façanha de 1990, quando chegou às quartas-de-final na Itália. Liderados pelo craque da Inter de Milão, Samuel Eto’o, os “Leões Indomáveis” terão que superar a fraca performance na Copa Africana, este ano, quando foram eliminados pelo Egito nas quartas-de-final.
Dinamarca
Classificada em primeiro lugar no grupo 1 da Europa, à frente de Portugal, Hungria e Suécia, a Dinamarca disputa o quarto Mundial. Repetir o feito de 1998, quando avançou às quartas-de-final e foi apelidada de “Dinamáquina”, é a meta de uma equipe sem estrelas, onde se destacam o goleiro Tomas Sorensen e o atacante Soren Larsen, autor de 10 gols nas eliminatórias.
Holanda
A mais “sul-americana” das seleções europeias, a Holanda é sempre uma atração em Copas. Vice-campeões em 1974 e 1978 e semifinalistas em 1998, os talentosos holandeses almejam o topo em sua nona participação. “Não estamos indo à Copa para fazer parte dela, estamos indo para vencer”, disse o técnico Bert van Marwijk. Com astros como Kuyt, Sneijder, Robben e Van Persie, a Laranja Mecânica pode sonhar.
Japão
Apagar a má impressão deixada na Copa de 2006, quando caiu na primeira fase, e vencer o primeiro jogo em Mundiais fora de seu território são as metas japonesas. Para cumprir a missão em seu quarto Mundial, as esperanças nipônicas se depositam principalmente no atacante Honda, do CSKA Moscou, no meio-campo Hasebe (Wolfsburg) e no atacante Morimoto (Catania).
Grupo F
Eslováquia
Independente da Tchecoslováquia em 1993, a Eslováquia é estreante em Copas do Mundo. Carimbou o passaporte à África do Sul como primeira colocada de seu grupo europeu, deixando a “irmã” República Tcheca para trás. O técnico eslovaco, Vladimir Weiss, 46 anos, será o mais novo treinador entre os que disputam o Mundial.
Itália
Única seleção a ameaçar a hegemonia brasileira em Copas, a tetracampeã Itália (1934, 1938, 1982 e 2006) manteve a base da equipe campeã na Alemanha, incluindo o técnico Marcello Lippi. Apontada como uma “seleção velha”, a Azurra, em seu 17º Mundial, tem na força da camisa e no conjunto os trunfos para tentar repetir a performance de quatro anos atrás, quando chegou desacreditada e saiu cantarolando “Siamo campioni del mondo!”
Nova Zelândia
Disputar a Copa do Mundo pode ser considerado o maior feito do futebol neozeolandês. Afinal, o país só disputou a Copa de 1982, quando foi eliminado na primeira fase, e se contentará em não terminar o torneio da África do Sul como o saco de pancadas do Mundial.
Paraguai
Terceiro colocado nas eliminatórias sul-americanas, o Paraguai sonha, ao menos, em repetir as melhores performances de suas sete participações anteriores: chegar às oitavas-de-final, posto que atingiu três vezes. Sem o seu maior astro, o baixinho atacante Salvador Cabanas, que ainda se recupera de um tiro que levou na cabeça, em 2009, o ataque terá Roque Santa Cruz e Cardozo.
Grupo G
Brasil
Única seleção a disputar todos os 19 Mundiais, o Brasil vai à ÁFrica do Sul com uma seleção talhada à imagem e semelhança de seu técnico, Dunga. O capitão do tetra abriu mão dos talentosos (e baladeiros) Ronaldinho Gaúcho e Adriano, dando preferência pela formação de um grupo sem estrelas. Os maiores nomes da companhia são o meia Kaká e o atacante Robinho, que aderiram ao “comprometimento” pregado pelo treinador. Resta saber até onde pode ir o “time de operários” de Dunga.
Coreia do Norte
Os coreanos disputam a segunda Copa de sua história 44 anos depois de surpreender o mundo, em 1966, quando chegaram às quartas-de-final na Inglaterra. A seleção é a maior zebra nas bolsas de apostas para a Copa, chegando a pagar £1000 por £1 se conquistar o título e é, ao lado da Nova Zelândia, a maior candidata a ser o saco de pancadas do Mundial.
Costa do Marfim
Os africanos da Costa do Marfim também disputarão o segundo Mundial de sua história, mas podem surpreender os favoritos Brasil e Portugal. Afinal, tem na equipe jogadores experientes que atuam em grandes clubes europeus. Casos do atacante Didier Drogba e Salomon Kalou, do Chelsea; o lateral direito Emmanuel Eboué, do Arsenal e o volante Yayá Touré, do Barcelona.
Portugal
Quarto colocado na Copa 2006, Portugal só se classificou à Copa na repescagem, ao eliminar a Bósnia. Conta com o talento do atacante Cristiano Ronaldo, do Real Madrid, além de bons jogadores como o atacante Nani, do Manchester United, e os brasileiros naturalizados portugueses, Deco, meia do Chelsea e Liedson, centroavante do Sporting. É a quinta participação portuguesa em Mundiais.
Grupo H
Chile
Comandado pelo argentino Marcelo “El Loco” Bielsa, o Chile foi a grande surpresa das Eliminatórias Sul-Americanas, se classificando em segundo lugar, atrás do Brasil. O bom resultado fez crescer as expectativas dos torcedores em relação à performance em solo africano. Podem, no cruzamento, ser os adversários do Brasil nas oitavas. É a nona participação em Mundiais.
Espanha
Em sua 13ª Copa, os espanhóis chegam pela primeira vez como um dos maiores favoritos ao título. Atuais campeões europeus, vem encantando com uma equipe sólida defensivamente e talentosa do meio-campo para o ataque. Nas Eliminatórias, venceu as 10 partidas que disputou, um recorde. Com jogadores como o goleiro Casillas, o zagueiro Pique, os meio-campistas Xabi Alonso e Iniesta e os atacantes Villa e Fenando Torres, a Espanha pode sonhar com o inédito caneco.
Honduras
Participar da Copa da África do Sul já é uma vitória para os hondurenhos, que disputarão o seu terceiro mundial. Tem como destaque o atacante Wilson Palacios, que joga no Tottenham.
Suíça
Num grupo onde a Espanha desponta como franca favorita, os suíços têm como meta brigar pela segunda vaga. O nome mais conhecido da seleção é o do alemão Ottmar Hitzfeld, um dos dois únicos técnicos a conquistar a Copa Europeia e a Copa dos Campeões com equipes diferentes, Borussia Dortmund e Bayern de Munique. É a nona participação da Suíça em Copas.