Terça-Feira, 07 de Fevereiro de 2012







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Revisitando a Tropicália
Movimento que marcou os anos 60 no Brasil será tema de filme
Carol Morandini
Agosto 2010

tropiA Tropicália foi tema de debate na programação do Festival Brazil, em julho, no Southbank Centre. Num papo sobre o que foi o movimento cultural do final dos anos 60, Paula Consenza apresentou alguns trechos do que será seu filme, “Tropicália”, a respeito do movimento que influenciou a cultura brasileira e percorreu o mundo.

Junto a ela esteve o músico, compositor e professor de literatura brasileira, José Miguel Wisnik. “Ao contrário do que muitos pensam, a Tropicália não foi um movimento apenas musical, e não existiu só num contexto político. Foi um movimento cultural que tinha intenção de provocar a juventude em todas as suas expressões artísticas. O nome do movimento veio de uma instalação de Hélio Oiticica, onde a pessoa passava por um caminho até chegar numa televisão. Depois, Caetano fez a música de mesmo nome e o movimento começou a se criar”, conta Wisnik.

Atingindo todas as formas culturais – a música de Caetano e Gil, o cinema de Glauber Rocha, as artes plásticas de Hélio Oiticia e Lygia Clark, a literatura de Antonio Cicero – a Tropicália atravessou fronteiras,
permitindo que o pop entrasse no Brasil e que a cultura local viajasse o mundo.

Até hoje lembrado e estudado, o movimento que marcou os anos 60 com o exílio de Gilberto Gil e Caetano Veloso em Londres, está sendo revisitado por meio da
recuperação de imagens de arquivo e novas entrevistas para o filme de Paula Consenza, com estreia prevista em 2011.


 

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