Domingo, 26 de Maio de 2013







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Na terra da Torre Pendente
A Real visitou Pisa, famosa pela torre e ponto de partida para conhecer Florença
Régis Querino
Abril 2011

Uma das vantagens de morar em Londres é a distância que nos separa de vários países da Europa. Em questão de duas, três horas de voo (ou até menos do que isso, dependendo de qual o destino escolhido) é possível aterrissar em outro país e curtir um final de semana em Portugal, na Itália, na Espanha, na Croácia... Para ajudar, as companhias aéreas de baixo custo oferecem, em promoções, passagens por alguns trocados. Se você der sorte e pesquisar com antecedência, por exemplo, no website da Ryanair, pode pagar pelos bilhetes aéreos o mesmo que gastaria numa ida ao cinema.

A Itália é um dos países que tem voos frequentes da companhia aérea irlandesa, com saídas de Stanstead e Luton, além de várias cidades do Reino Unido e Irlanda. Dentre tantos roteiros possíveis em solo italiano, a Real sugere um em especial: Pisa e Florença, na Toscana. A viagem pode até ser feita em dois dias, caso você não tenha muito tempo ou o orçamento esteja apertado. O ideal, eu diria, seriam pelo menos três dias, já que Florença, um verdadeiro museu a céu aberto, merece uma esticada no roteiro. Nesta edição, demos um giro por Pisa.
Terra da torre e de Galileo Galilei

A simpática cidadezinha de 100 mil habitantes fica só a duas horas de voo do aeroporto de Stanstead, nos arredores do leste de Londres. Ao chegar, a melhor e mais barata opção até o centro da cidade é pegar um ônibus urbano em frente ao aeroporto. Por €1,50 e uns vinte minutos de jornada, você vai até o centro. A estação de trem de Pisa é um bom ponto de partida para uma caminhada em direção à famosa torre. E um local estratégico se a sua intenção for partir para Florença horas mais tarde e quiser deixar o excesso de bagagem no guarda-volumes (€3.00 por mala).

Certamente há ônibus que vão até as proximidades da torre, mas nada melhor do que caminhar para sentir um pouco da atmosfera da terra natal do físico, astrônomo e matemático Galileo Galilei (1564 – 1642), considerado um dos grandes nomes da chamada Revolução Científica. Da estação de trem até a Torre de Pisa, o percurso dura cerca de meia hora. No caminho, cafés não vão faltar para se tomar um bom expresso ou um chocolate quente à italiana e se deliciar com alguns dos quitutes da terra da bota (foccacia, pizza, bruschetta, torrone...).

No caminho, às margens do rio Arno, que corta a cidade, fica a igreja de Santa Maria della Spina. No telhado da igreja, construída entre 1230 e 1323, despontam pináculos góticos, agulhas em miniatura e nichos que abrigam estátuas de apóstolos e santos. Na Piazza dei Cavalieri está o Palazzo dei Cavalieri, sede de uma das mais prestigiadas faculdades da Universidade de Pisa, a Scuola Normale Superiore.

Campo dos Milagres

Depois de passar pelas ruínas de um templo romano no trajeto, avista-se, de longe, a icônica Torre de Pisa, que fica no Campo dei Miracoli (Campo dos Milagres). Ao se aproximar, a sensação é a mesma ao ver pela primeira vez, ao vivo, o Big Ben ou a Torre Eiffel: aquela imagem de cartão postal ali, na sua frente. Confesso que a imaginava mais alta do que a Torre Pendente, como chamam os italianos, realmente é (cerca de 56 metros).
Além de ser uma das obras arquitetônicas mais famosas do mundo, foi na Torre de Pisa que Galileu Galilei realizou os seus famosos experimentos sobre a velocidade da queda dos objetos. A torre começou a ser construída em 1173 e antes que o terceiro piso estivesse concluído, começou a se inclinar em virtude do subsolo arenoso. A obra foi concluída apenas em 1350 e projetos de engenharia recentes diminuíram a sua inclinação, tornando-a segura para a visitação pública. Subir na torre custa €15 e você tem uma bela vista da cidade.

A Torre de Pisa foi construída originalmente para ser um campanário do Duomo, que teve a obra iniciada em 1064. A catedral é considerada uma das mais belas obras românicas da Toscana e impressiona pelos detalhes externos e o seu interior. Ao lado fica o Batistério circular, que começou a ser erguido em 1152, em estilo românico, e foi finalizado um século depois em estilo gótico. O Camposanto (cemitério), um longo edifício retangular com arcadas de mármore, completa o belo conjunto arquitetônico medieval do Campo dei Miracoli.

Apesar de ter sido castigada pelos bombardeios aliados na Segunda Guerra Mundial, Pisa passou por um período de reconstrução, restaurou as suas principais atrações e manteve o seu charme. Nada que se compara com a vizinha mais famosa e muito mais bela, Florença. Mas Pisa tem o seu encanto e reserva aos visitantes a tranquilidade das pequenas cidades do interior, onde o tempo passa devagar e prazerosamente.

Como chegar

A maneira mais barata de viajar até Pisa é pelas companhias aéreas de baixo custo: Ryanair (www.ryanair.com) ou Easyjet (www.easyjet.com) .

Onde ficar

Há muitos sites de busca que oferecem hospedagem em Pisa. Dois, em especial, contam com ótimas opções de hotéis e hostels a preços acessíveis: www.booking.com e www.hostelworld.com. No www.booking.com há a possibilidade de se agendar hotéis sem o pagamento de taxa de reserva ou possibilidade de cancelamento até um dia antes da viagem. No www.hostelworld.com você paga 10% do total como taxa de reserva.

O roteiro pela Itália segue em maio, através de um passeio por Florença, berço do Renascimento.


Edição
Maio
2013
 








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