Sexta-Feira, 18 de Maio de 2012







Página inicial | Assine a REAL | Anuncie conosco | Receba a Newsletter   
InícioTurismoNa rota do Valhalla
 
Na rota do Valhalla
Na penúltima perna da viagem do Caribe à Austrália, a tripulação do Valhalla passou por Rangiroa e Bora Bora
Caio Rinaldi
Setembro 2011

Seguimos nossa viagem do Caribe à Austrália a bordo do veleiro Valhalla. Na Polinésia Francesa, saímos de Hiva Oa, nas Ilhas Marquesas, rumo a Rangiroa, localizada em Tuamotus, um arquipélago de atóis poucos metros acima do nível do mar. Tahiti, Moorea e Bora Bora, também na região, estão no estágio intermediário de formação de atóis, cercados de corais que estão começando a afundar de volta ao oceano. Dentro de pouco tempo (geologicamente falando) é provável que o homem veja o desaparecimento desses atóis. Um dos motivos é o aquecimento global, que inibe o crescimento de corais, que já se podem ver descoloridos em muitas praias do Pacífico.

Chegamos em Rangiroa pela manhã, na hora exata em que a maré estava parada, para começar a encher. Nessas ilhas com canais pequenos, você tem que acertar o momento de entrar no canal, por causa da forte correnteza contra, que pode até arrastar o barco para a bancada de areia. No dia seguinte, vimos um barco demorar mais de uma hora para percorrer uma distância de 300 metros contra a forte correnteza no mesmo local.

Passamos quatro dias nessa ilha, cuja única vila fica a 12 quilômetros de distância da ancoragem (não imaginávamos que o pequeno atol tivesse esse tamanho). As pessoas nesses lugares são realmente incríveis, a maioria te convida pra comer em suas casas mesmo sem te conhecer. E oferecem pousada para passar a noite e até uns meses se você quiser!

Depois de fazer alguns amigos, degustar ótima comida, tomar cerveja, praticar surfe e descansar, tivemos que zarpar, dessa vez com destino ao Tahiti, o maior porto por onde passaríamos na viagem. Mas, devido ao mau tempo e ventos contra, desviamos o rumo para Bora Bora, localizada a 240 km do Tahiti.

Bora Bora
Mundialmente conhecida como um dos melhores destinos para quem viaja para lua de mel, Bora Bora é cercada de pequenas ilhas de corais, areias brancas, água verde piscina e hotéis caros, com bangalôs em estilo palafita sobre o mar. Arraias, tubarões, tartarugas e outros animais nativos da região não são muito tímidos em Bora Bora. Costumam ficar próximos aos turistas nos passeios para observação e, às vezes, até nos hotéis à beira-mar.

Chegamos em Bora Bora bem na época do Heiva, festival onde se celebra o solstício de inverno (dia do ano em que a noite é mais longa) durante todo o mês de julho. Nativos de várias ilhas da região se encontram em um espetáculo de música, dança e arte. Algumas apresentações emocionam de tanta beleza. Homens e mulheres se vestem em trajes tradicionais e, ao som de tambores, protagonizam uma dança de sedução entre macho e fêmea, celebrando a vida com a natureza.

Passamos uma semana nesta ilha maravilhosa, e cara, para continuarmos nossa viagem rumo à Australia, ainda com paradas previstas em Niue, Tonga e Vanuatu. Fique sabendo sobre o final da nossa aventura na próxima edição. Paz e proteção.

Siga o Valhalla: crinaldi-valhalla.blogspot.com


Edição
Mai /12
Clique aqui!








© Copyright 2009 Revista REAL. Todos os direitos reservados.