Sexta-Feira, 18 de Maio de 2012







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Do passado, direto para o futuro
Comemorando 108 anos da venda de seu primeiro carro, a Ford tem projetos que querem deixar de ser ficção científica para fazer parte da vida dos motoristas pelo mundo afora
Devaldo Gilini Júnior
Agosto 2011

Há 108 anos, a Ford vendia o seu primeiro carro, um Modelo A, comprado pelo médico E. Pfennig, da cidade de Chicago, pelo preço de US$ 850. Foi a materialização do sonho que Henry Ford começou a desenvolver na garagem de sua casa, enquanto trabalhava como engenheiro na Edison Illuminating Company. Em 1896, construiu seu primeiro veículo, o Quadriciclo, uma estrutura metálica montada sobre quatro rodas de bicicleta.
Depois do Modelo A, a Ford e seus engenheiros avançaram febrilmente por 19 letras do alfabeto, até o Modelo S. Alguns deles, projetos experimentais, nunca chegaram ao público. Henry Ford foi sempre um pensador global. Em seu primeiro ano, a Ford já exportava veículos para a Grã-Bretanha. Em 1904, abriu uma fábrica no Canadá e vendia o Modelo A para a Austrália. Começou a exportar para o Japão em 1905 e, em 1907, para a Índia, Espanha, Rússia, Áustria e França.
Em 1911, a companhia montou sua primeira fábrica fora da América do Norte, em Manchester, na Inglaterra, e começou a vender carros na Venezuela. Um anos depois, iniciou a montagem de veículos na França e, em 1913, estava exportando para a China e Argentina. Em 1919, foi a primeira indústria automobilística a se instalar no Brasil, em um galpão no bairro do Bom Retiro, em São Paulo. Essa visão pioneira tem sequência hoje na estratégia de plataformas globais, em que o Brasil se destaca como um dos centros de criação mundial.

 

Notas

Test-drive especial
O Centro de Desenvolvimento da Ford em Merkenich, na Alemanha, vem realizando uma pesquisa com um grupo de portadores de deficiência visual, onde um grupo de 30 pessoas cegas ou com forte deficiência visual teve uma experiência inédita: dirigir um automóvel. Com a orientação de instrutores profissionais, o grupo acelerou pelas retas e curvas do circuito de testes da Ford, chegando a até 120 km/h. Com o desenvolvimento de novas tecnologias - como sistemas de segurança com câmeras, radares e comunicação entre veículos - a possibilidade de portadores de deficiência visual dirigirem se torna mais próxima.
Lushe Grabanica, de 28 anos, se inscreveu para participar do evento no Facebook e ficou empolgado com a oportunidade. "Dirigir um carro significa liberdade. Normalmente, eu sento no banco do passageiro, o que também é uma experiência agradável. Mas dirigir o carro é muito melhor. Depois deste evento, minha confiança nos motoristas aumentou." Confira o vídeo no YouTube: http://www.youtube.com/fordofeurope#p/u/0/y_BjNXFA22k.

Monitor de batimento cardíaco
Os engenheiros da Ford Europa em Aachen, na Alemanha, desenvolveram um banco de carro capaz de monitorar o batimento cardíaco do motorista. O sistema usa seis sensores especiais embutidos no banco para detectar os impulsos elétricos do coração. Os dados registrados pelos sensores podem ser analisados por especialistas ou por programas do próprio computador de bordo. Suas possibilidades são amplas, desde a ligação remota com centros médicos e sistemas de segurança do veículo até o fornecimento de alertas em tempo real de ataque cardíaco.
A Ford anunciou também que está usando a capacidade do Ford SYNC de se conectar via Bluetooth com dispositivos, serviços de internet em nuvem e smartphones para desenvolver o primeiro sistema da indústria de aparelhos médicos embarcados com controle de voz. Suas aplicações incluem desde a medição da taxa de glicose de diabéticos e controle da asma até alertas de alergia com base em bancos de dados na web.

C-Max Energi
O C-Max Energi é o novo híbrido "plug-in" da Ford, que oferece economia de combustível e nível reduzido de emissões de CO2. Derivado do C-Max de cinco lugares, o Energi, que começará a ser vendido nos próximos anos, foi mostrado no Salão Internacional do Automóvel de Buenos Aires. A exemplo do Fusion Hybrid, vendido no Brasil, ele combina um motor elétrico alimentado por bateria de íons de lítio e um motor a gasolina de ciclo Atkinson, de alta eficiência.
A partida é sempre feita no modo elétrico e o motor a gasolina só entra em operação quando necessário. O Ford C-Max Energi alcança uma autonomia total de mais de 800 km, combinando os dois motores, tornando-se o veículo híbrido "plug-in" de maior autonomia do mercado e também um dos mais econômicos, rodando mais de 17 km por litro de combustível. A eficiência do sistema de bateria permite que o C-Max Energi seja totalmente recarregado durante a noite, bastando ligá-lo a uma tomada de 220 volts.

Visão do carro urbano do futuro
Um carro pequeno, moderno, simples, leve e divertido de dirigir. Estes são alguns atributos que definem o Ford Start. Este conceito amplia a aplicação da tecnologia EcoBoost, trazendo o protótipo de um motor 1.0 de três cilindros capaz de gerar a mesma potência de um 1.6 de quatro cilindros, com redução no consumo de combustível e emissões.
Dotado de turbocompressor e injeção direta de combustível, o novo motor EcoBoost 1.0 tem baixas emissões. Ele opera com uma transmissão manual de cinco marchas, que também contribui para a economia de combustível e o prazer de dirigir. Todos os painéis externos são de composto pré-colorido, deformável e reciclável. O Ford Start é o que se chama de carro-conceito puro, não destinado à produção. Seu objetivo é ouvir o que os consumidores das grandes cidades têm a dizer sobre novas propostas de design e conteúdo.


devaldojr@gmail.com
http://londrina.odiario.com/blogs/sportcars/



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