A força das comunidades que falam a língua portuguesa no Reino Unido se fez presente no dia 21 de maio, durante encontro com o vice-prefeito de Londres, Richard Barnes, no Phoenix Community Centre, em Crystal Palace. Organizado por Isabel Charles-Mann Pedroso, de uma organização não-governamental que presta assistência a mulheres e crianças de São Tomé e Príncipe, e por Luís Ventura, do Centro de Apoio à Comunidade Lusófona, o evento reuniu lideranças e representantes de nove comunidades. A Real foi a única publicação brasileira presente ao encontro.
Não há dados oficiais sobre os lusófonos no Reino Unido, mas se for levado em conta o grande número de portugueses, brasileiros e angolanos, as três comunidades mais numerosas, juntamente com cidadãos de Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau e Timor Leste, o contingente de falantes de português provavelmente deve superar a casa do meio milhão de pessoas em terras da rainha Elizabeth.
"Portugal e Brasil têm uma força grande, mas alguns países africanos não têm representação diplomática no Reino Unido, como São Tomé e Guiné Bissau. Espero que com esta pequena reunião as coisas melhorem em relação ao reconhecimento dessas comunidades", destacou Isabel Pedroso.
Em seu discurso, a professora Else Vieira, coordenadora de Português da Queen Mary, University of London, destacou a presença lusófona em Lambeth, no sul de Londres, região conhecida como Little Portugal. "O Reino Unido concentra o maior número de falantes da língua portuguesa fora dos seus países", salientou. Ressaltando a contribuição cultural que os imigrantes lusófonos trazem principalmente à capital inglesa, Else Vieira pediu à prefeitura atenção especial ao ensino da língua portuguesa nas escolas das regiões de conhecida concentração de lusófonos.
Além do caráter político-social do evento, o vice-prefeito pôde saborear os pratos típicos de alguns países, como a tradicional feijoada brasileira, a muamba de galinha angolana, a cachupa de Cabo Verde e o calulu de São Tomé e Príncipe.