A alagoana Fátima Toledo, 57 anos, dava aulas de teatro na Febem quando foi chamada pelo diretor Hector Babenco para lidar com os meninos que trabalhariam em “Pixote, a Lei do Mais Fraco”, no começo da década de 80. Ali começava uma trajetória de sucesso, que a transformaria numa das profissionais mais requisitadas para a preparação de elencos no cinema nacional. Entre seus trabalhos, destaque para os sucessos de bilheteria e crítica “Tropa de Elite”, de José Padilha, “Cidade de Deus”, de Fernando Meirelles e “Central do Brasil” e “Linha de Passe”, ambos de Walter Salles.
Adepta do cundalini, tipo de ioga para despertar a energia vital, Fátima é mais conhecida pelas dores que impõe aos pupilos nos ensaios, com exercícios físicos que levam à exaustão e métodos extremos para arrancar do elenco as emoções necessárias. "As pessoas chegam para filmar carregadas de lixo pessoal. Se eu não tirar isso, não consigo entrar. A dor desbloqueia", disse Fátima numa entrevista à Veja.
Além de trabalhos em várias produções, ela tem o Studio Fátima Toledo, na Vila Mariana, em São Paulo, onde desenvolve cursos e treinamentos de seu Método de Interpretação para Cinema e Televisão.